Setembro Lilás – Mês Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer



Muita gente ainda tem medo de falar sobre Alzheimer.
Medo do desconhecido. Medo do que não tem cura. Medo de não saber como agir.
Mas fazer uma pergunta pode ser o começo de tudo.
Pode encontrar os caminhos do cuidado.
A campanha Setembro Lilás 2025 convida você a romper o silêncio e tirar suas dúvidas. Com as hashtags #PergunteSobreDemência e #PergunteSobreAlzheimer, queremos normalizar o diálogo e incentivar a busca por informação confiável.
Um diagnóstico em tempo oportuno transforma a jornada.
Permite acesso a tratamento, reabilitação e apoios que ajudam a preservar a autonomia e a qualidade de vida por mais tempo.
Segundo o estudo mais recente, quase 60% dos casos de demência no Brasil poderiam ser potencialmente evitados ou adiados a partir do controle de fatores de risco. Especialmente baixa escolaridade na infância, depressão na meia-idade e perda visual não tratata na velhice.
Pergunte. Aproveite o Setembro Lilás.
Mais de 2 milhões de pessoas vivem com demência no Brasil, sendo que 80% não têm o diagnóstico reconhecido.
O dado evidencia barreiras como desinformação, dificuldade de acesso a serviços especializados e escassez de profissionais capacitados, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
Mesmo após o diagnóstico, a maioria das pessoas não tem acesso a serviços de reabilitação, importantes para preservar a autonomia e a qualidade de vida. O estigma associado à demência também contribui para o atraso na busca por ajuda.
No mundo, são mais de 55 milhões de pessoas com demência. Um novo caso é identificado a cada 3 segundos. Até 2050, a estimativa é que esse número ultrapasse 139 milhões.Segundo levantamento global, 88% das pessoas com demência relatam já ter sofrido algum tipo de discriminação.
A Doença de Alzheimer não afeta todos os grupos populacionais da mesma maneira. No Brasil, segundo o Relatório Nacional de Demência (ReNaDe), 8,5% das pessoas com 60 anos ou mais vivem com demência. Entre populações negras, indígenas e na população LGBTQIA+, os dados são escassos, tanto no Brasil quanto no cenário internacional, mas estudos apontam desigualdades importantes, exigindo atenção nas políticas públicas e nos serviços de saúde.
No Brasil, as mulheres representam a maioria dos casos de demência. A prevalência é 9,1% entre mulheres e 7,7% entre homens. Além da maior expectativa de vida, há outros fatores que podem influenciar essa diferença: questões hormonais, como a redução de estrogênio após a menopausa, e maior sobrecarga de trabalho não remunerado, especialmente no cuidado de familiares com doenças crônicas.
Dados principais:
Fatores de risco mais comuns em mulheres: depressão (duplica o risco de demência) e baixa atividade física
Para povos indígenas, as informações disponíveis são ainda mais limitadas. O ReNaDe ressalta que não há estudos epidemiológicos nacionais sobre a prevalência de demência nesse grupo. Mudanças no modo de vida, barreiras geográficas e culturais no acesso à saúde e vulnerabilidade social podem aumentar o risco, mas faltam levantamentos sistemáticos para confirmar essa relação.
Dados principais:
O ReNaDe aponta que a população negra no Brasil apresenta maior prevalência de fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de Alzheimer, como hipertensão e diabetes, mas ainda não há estimativas nacionais consolidadas de prevalência ou incidência da doença. A ausência de dados limita a formulação de estratégias específicas e pode perpetuar desigualdades já conhecidas no acesso ao diagnóstico em tempo oportuno e ao tratamento.
Dados principais:
Causas: Fatores genéticos não são responsáveis pelas grandes diferenças de prevalência e incidência entre os grupos.O que sugere que essas diferenças são relacionadas a desigualdades sociais, experiências de vida de grupo étnicos e raciais, indicadores socioeconômicos e condições de saúde.
Dados principais:
Causas: Fatores genéticos não são responsáveis pelas grandes diferenças de prevalência e incidência entre os grupos.O que sugere que essas diferenças são relacionadas a desigualdades sociais, experiências de vida de grupo étnicos e raciais, indicadores socioeconômicos e condições de saúde.
Referências:
Em 2019, o custo total da demência no Brasil foi estimado em R$ 87,3 bilhões, sendo 78% desse valor relacionado a custos indiretos, principalmente o cuidado informal realizado por familiares, amigas e amigos. Em 2022, a estimativa subiu para R$ 96,7 bilhões. Com base nas projeções de envelhecimento da população, os valores devem continuar crescendo:
R$ 126,8 bilhões
R$ 163,7 bilhões
R$ 199,4 bilhões
Estágio inicial: R$ 2.082,30
Estágio moderado: R$ 3.255,00
Estágio avançado: R$ 3.893,10
A maior parte dos cuidadores no Brasil atua de forma informal e sem remuneração. Segundo o ReNaDe, 83,6% dos cuidadores são informais, e 86% são mulheres, que dedicam, em média, 10 horas e 12 minutos por dia aos cuidados.
Referência:
ReNaDe – Relatório Nacional sobre as Demências (Brasil, 2023)
Apesar dos avanços, a desinformação sobre a demência ainda é muito comum, tanto no Brasil quanto em outros países. Mitos e ideias equivocadas dificultam o diagnóstico em tempo oportuno, afastam o apoio social e retardam o acesso a cuidados adequados.
80% da população mundial ainda acredita, de forma equivocada, que a demência é parte natural do envelhecimento.
Entre os profissionais de saúde, esse número chega a 65%.
Mais da metade das pessoas acredita que outras não querem ser amigas de quem vive com demência.
1 em cada 3 profissionais de saúde no Brasil acredita, de forma incorreta, que a demência é um processo natural do envelhecer.
Mais de 50% das pessoas em geral concordam que outras evitam a amizade com alguém que tem demência.
Quase 32% dos cuidadores familiares acreditam que pessoas com demência representam um perigo para os outros.
Referências:
O Relatório Mundial de Alzheimer 2025, elaborado pela Alzheimer's Disease International (ADI), será lançado oficialmente na segunda quinzena de setembro com foco nas terapias não farmacológicas e nas estratégias de reabilitação que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas com o diagnóstico de demência. O documento vai apresentar evidências, experiências no Brasil e em outros países, além de recomendações de especialistas, mostrando como intervenções baseadas em estimulação cognitiva, social, física e emocional têm papel fundamental no cuidado. A publicação reforça que reabilitar pessoas que vivem com demência é reconhecer capacidades, promover autonomia e incluir.
Falar sobre Alzheimer é também falar sobre possibilidades. Embora não seja possível recuperar habilidades já perdidas, é possível preservar capacidades, estimular autonomia e promover qualidade de vida. A reabilitação no contexto das demências significa cuidado humanizado, respeito aos limites e valorização de cada pequena conquista. Conheça algumas das terapias não farmacológicas reconhecidas internacionalmente:
Atividades estruturadas que estimulam funções como memória, atenção e linguagem, em grupo ou individualmente, promovendo interação social e bem-estar.
Foca em manter a independência nas atividades da vida diária, adaptando rotinas e ambientes para garantir segurança e autonomia.
Uso terapêutico da música para despertar memórias, reduzir agitação, melhorar o humor e estimular a comunicação, mesmo em estágios avançados.
Baseia-se em recordar experiências de vida significativas, usando fotos, músicas e objetos para fortalecer a identidade e gerar conexões emocionais.
Promove mobilidade, equilíbrio e força muscular, reduzindo o risco de quedas e contribuindo para o bem-estar físico e emocional.
Atividades como dança, pintura, desenho ou artesanato estimulam a criatividade, favorecem a expressão emocional e promovem prazer e autoestima.
As consequências do estigma são muitas vezes tão ruins ou piores do que os impactos da própria demência.
A demência não é natural do envelhecimento. Esse mito pode impedir que indivíduos busquem ajuda ao notar sinais de alerta.
Pessoas que vivem demência em estágio inicial ou moderado podem e devem falar por si próprias, manifestar suas necessidades e desejos e participar dos processos decisórios sobre seus tratamentos. É essencial ouvir suas vozes.
Alzheimer não é um mal, é uma doença como outras. Substitua termos como “mal de Alzheimer” e “portadores da doença de Alzheimer” por “pessoas que vivem com Alzheimer”.
A pessoa com demência deve ser informada sobre seu diagnóstico, de forma contínua e cuidadosa, para que possa controlar os sintomas, preservar a autonomia e aderir ao tratamento.
Elas não são teimosas ou rebeldes, estão apenas tentando manter a sua autonomia..
Participe da nossa campanha de conscientização e ajude a espalhar a mensagem! Disponibilizamos uma série de cards informativos e inspiradores prontos para download. Eles abordam temas importantes que precisam ser divulgados. Faça o download dos cards, compartilhe em suas redes sociais e junte-se a nós na luta por uma causa maior. Sua voz faz a diferença!
Aqui você encontra todos os releases para download, com informações detalhadas sobre eventos, atividades e ações realizadas pela Federação das Associações Brasileiras de Alzheimer (Febraz) e suas parceiras federadas.
Campanha Setembro Lilás convida o Brasil a se informar sobre Alzheimer
A iniciativa reforça que o acesso à informação pode transformar realidades e ajudar a reduzir estigmas. Estudo recente indica que quase 60% dos casos de demência no Brasil poderiam ser potencialmente adiados ou evitados com o controle de fatores de risco conhecidos relacionados à saúde, estilo de vida e escolaridade. Liderada pela Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz) em parceria com a Alzheimer’s Disease International (ADI), a campanha programou eventos em várias cidades ao longo do mês. Em breve vai divulgar o Relatório Mundial de Alzheimer que neste ano destaca as terapias não farmacológicas.
Setembro Lilás 2025 transforma o Aterro do Flamengo com mobilização pela conscientização sobre Alzheimer
A campanha terá programação especial no Rio de Janeiro, com destaque para o evento gratuito no dia 21/09 (domingo), no Aterro do Flamengo, das 9h às 14h. A ação inclui rodas de conversa com especialistas, verificação de saúde, atividades culturais e distribuição de material informativo. Também fazem parte da agenda o cine-debate com o filme Kasa Branca, no Centro Cultural da Justiça Federal (16/09), e o I Encontro CDA–APAZ–SBGG-RJ, no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (19/09). À noite, o Cristo Redentor será iluminado em lilás, em apoio à causa.
A campanha é liderada pela Febraz, que integra e fortalece associações de Alzheimer, promovendo conscientização e articulando por políticas públicas. Nossa visão é de um país inclusivo, livre de estigmas. A Febraz é membro atuante da Alzheimer’s Disease International (ADI), que congrega mais de 100 organizações ao redor do mundo, e da Alzheimer Iberoamérica, que reúne outros 20 países da América Latina, além da Espanha.
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