Setembro Lilás 2025
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Setembro Lilás – Mês Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer

Esquecer nomes, perder objetos com frequência, repetir perguntas, ter dificuldade para realizar tarefas conhecidas ou se confundir em lugares familiares não deve ser tratado como parte natural do envelhecimento.

Pode ser sinal de Alzheimer ou de outra demência. E precisa ser investigado.

Se você percebe mudanças cognitivas, comportamentais ou funcionais em si mesmo ou em alguém próximo, busque avaliação profissional. Informação, orientação e cuidado podem começar antes que a situação se agrave.

Em 2026, o Setembro Lilás chama atenção para a importância do diagnóstico em estágios iniciais. Saber o que está acontecendo pode mudar a trajetória de cuidado de uma pessoa e de sua família.

O diagnóstico abre caminhos: acompanhamento médico, tratamento, reabilitação, terapias não medicamentosas, apoio psicossocial, orientação para familiares, adaptação da rotina, planejamento do futuro e acesso a direitos.

Também permite que a pessoa participe das decisões sobre sua própria vida enquanto ainda pode expressar desejos, escolhas e prioridades.

A falta de diagnóstico, por outro lado, prolonga dúvidas, aumenta a sobrecarga das famílias e adia cuidados que poderiam fazer diferença.

Demência não é envelhecimento normal.

Quanto mais cedo a pessoa souber, mais poderá fazer.

Diagnóstico não é o fim. É o ponto de partida.

Avanços no diagnóstico e tratamento

Novas terapias, biomarcadores, exames de sangue e ferramentas digitais estão ampliando as possibilidades de identificar, acompanhar e tratar o Alzheimer.

Importância da detecção precoce

O reconhecimento da doença nos estágios iniciais, ou antes dos sintomas significativos, aumenta o potencial de benefício dos avanços científicos.

Diagnóstico deve gerar acesso ao cuidado

Após o diagnóstico, é essencial garantir tratamento, reabilitação, apoio familiar, orientação profissional e acompanhamento contínuo.

Necessidade de políticas públicas e investimento

O acesso ao cuidado depende do fortalecimento do SUS, da Atenção Primária, da capacitação de profissionais, do apoio às famílias e do investimento em pesquisa científica.

Alzheimer e grupos em maior risco

A Doença de Alzheimer não afeta todos os grupos populacionais da mesma maneira. Pesquisas apontam que mulheres, pessoas negras e a população LGBTQIA+ apresentam riscos específicos, influenciados por fatores biológicos, sociais e pelas barreiras no acesso a cuidados de saúde. No caso das mulheres, há dados consistentes sobre maior prevalência e gravidade da doença, mas ainda falta integrar essa realidade às políticas e práticas de saúde. Além disso, o cuidado, desempenhado majoritariamente por mulheres, segue invisibilizado e imposto como obrigação. Já nas populações negra e LGBTQIA+, os estudos são escassos, mas as informações disponíveis já revelam desigualdades importantes.

Mulheres

  • Dois terços das pessoas diagnosticadas com Alzheimer são mulheres.
  • Aos 65 anos, o risco estimado é de 1 em cada 5 mulheres, contra 1 em cada 10 homens.
  • Além da maior expectativa de vida, fatores hormonais, como a redução dos níveis de estrogênio após a menopausa, podem contribuir para a suscetibilidade.
  • Em estágios avançados, as mulheres tendem a apresentar sintomas clínicos mais graves do que os homens.
  • A depressão, que duplica o risco de demência, é duas vezes mais frequente em mulheres.
  • A inatividade física, outro fator de risco, também atinge mais mulheres do que homens.
  • Entre 80% e 90% dos cuidadores de pessoas que vivem com Alzheimer são mulheres, que enfrentam sobrecarga física, emocional e cognitiva.

População LGBTQIA+

  • Estudos específicos ainda são recentes e limitados, mas apontam experiências comuns nesse grupo que podem aumentar o risco de demência.
  • Idosos LGBTQIA+ relatam mais problemas de memória e raciocínio.
  • Apresentam taxas mais altas de fatores de risco cardiovascular, uso de álcool e tabaco e obesidade, em comparação à população não LGBTQIA+.
  • Entre pessoas trans idosas nos EUA, a prevalência de demência varia de 18% a 21%, contra 12% a 13% entre pessoas cisgênero.
  • Barreiras no atendimento, como atitudes discriminatórias em ambientes de saúde, contribuem para o diagnóstico tardio e o menor acesso a cuidados preventivos.

População negra

  • Nos Estados Unidos, 19% dos adultos negros com 65 anos ou mais têm Alzheimer, contra 10% dos adultos brancos mais velhos.
  • O risco é cerca de duas vezes maior, segundo levantamentos populacionais.
  • Fatores genéticos não explicam essa diferença; ela está ligada a desigualdades sociais, experiências de vida e condições de saúde mais prevalentes na população negra, como doenças cardiovasculares e diabetes.
  • Apesar da vulnerabilidade, pessoas negras continuam sub-representadas em pesquisas científicas sobre Alzheimer, o que limita a precisão de diagnósticos e tratamentos.

Referências

  1. Universidade de São Paulo. Diferenças de gênero na Doença de Alzheimer: prevalência, progressão e fatores associados. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-22092022-170233/en.php
  2. Periódico REASE. Diferenças epidemiológicas e sociais entre homens e mulheres com Doença de Alzheimer. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/11034/4774
  3. Marques et al. (2022); Dias et al. (2023). Impactos do cuidado informal na saúde e qualidade de vida de mulheres cuidadoras. Research, Society and Development, 11(8), e48805138296. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/48805/38296
  4. Racial and ethnic representation in Alzheimer’s Disease neuroimaging research in the United States. Alzheimer’s & Dementia, 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10368705/

Alzheimer’s Association. 2024 Alzheimer’s Disease Facts and Figures. Disponível em: https://www.alz.org/alzheimers-dementia/facts-figures

Custos da demência
no Brasil

Em 2019, o custo total da demência no Brasil foi estimado em R$ 87,3 bilhões, sendo 78% desse valor relacionado a custos indiretos, principalmente o cuidado informal realizado por familiares, amigas e amigos. Em 2022, a estimativa subiu para R$ 96,7 bilhões. Com base nas projeções de envelhecimento da população, os valores devem continuar crescendo:

2030

R$ 126,8 bilhões

2040

R$ 163,7 bilhões

2050

R$ 199,4 bilhões

O custo médio mensal por pessoa com demência varia conforme o estágio da condição:

Estágio inicial: R$ 2.082,30
Estágio moderado: R$ 3.255,00
Estágio avançado: R$ 3.893,10

A maior parte dos cuidadores no Brasil atua de forma informal e sem remuneração. Segundo o ReNaDe, 83,6% dos cuidadores são informais, e 86% são mulheres, que dedicam, em média, 10 horas e 12 minutos por dia aos cuidados.

Referência:
ReNaDe – Relatório Nacional sobre as Demências (Brasil, 2023)

Setembro Lilás 2026

80% ainda confundem demência com envelhecimento normal

A maioria da população em geral ainda acredita, equivocadamente, que a demência é uma consequência natural da idade.

65% dos profissionais de saúde também têm essa percepção

Mesmo entre profissionais de saúde, essa visão equivocada ainda é frequente. Isso ajuda a explicar por que muitos diagnósticos chegam tarde.

2,7 milhões de brasileiros vivem com demência

No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com demência.

O número pode passar de 5 milhões até 2050

Com o envelhecimento da população, a quantidade de pessoas que vivem com demência no Brasil pode mais do que dobrar nas próximas décadas.

Cerca de 80% dos casos não têm diagnóstico formal

A maior parte das pessoas que vivem com demência no Brasil ainda não recebeu um diagnóstico formal.

Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros

A doença de Alzheimer fica atrás apenas do câncer entre as doenças mais temidas no país.

Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros

A doença de Alzheimer fica atrás apenas do câncer entre as doenças mais temidas no país.

Fontes: Relatório Mundial de Alzheimer 2024, Alzheimer’s Disease International; Relatório Nacional sobre a Demência, Ministério da Saúde, 2024; levantamento Datafolha sobre Alzheimer no Brasil 2026.

Reduzir riscos também importa

Nem tudo depende de escolha individual

Parte do risco de demência está ligada a fatores sociais, ambientais e de acesso à saúde. Por isso, reduzir riscos também exige políticas públicas.

Pressão alta, diabetes e colesterol

Controlar hipertensão, diabetes e colesterol LDL alto ajuda a proteger a saúde cardiovascular e cerebral.

Movimento protege o cérebro

A prática regular de atividade física contribui para a saúde do corpo, do humor, do sono e do cérebro.

Tabaco e álcool em excesso aumentam riscos

Parar de fumar e evitar o consumo abusivo de álcool são medidas importantes para a saúde cerebral.

Audição, visão e saúde mental precisam de cuidado

Perda auditiva não tratada, perda visual não tratada e depressão estão entre os fatores associados ao maior risco de demência.

Vínculos sociais também são proteção

Isolamento social e baixa participação em atividades de convivência podem aumentar vulnerabilidades ao longo da vida.

Educação faz diferença

O acesso à educação e ao aprendizado ao longo da vida fortalece a reserva cognitiva.

Nunca é cedo demais, nem tarde demais

Cuidar da saúde do cérebro importa em todas as fases da vida.

Sinais de alerta

Esquecimentos que atrapalham a rotina

Esquecer informações recentes, compromissos ou conversas de forma frequente.

Repetição de perguntas

Fazer a mesma pergunta várias vezes, mesmo depois de receber a resposta.

Dificuldade em tarefas conhecidas

Ter problemas para cozinhar, pagar contas, usar aparelhos ou realizar atividades habituais.

Confusão com tempo ou lugar

Perder-se em locais conhecidos ou se confundir com datas, horários e trajetos.

Dificuldade para encontrar palavras

Esquecer nomes de objetos, interromper frases ou ter dificuldade para acompanhar conversas.

Mudanças de humor ou comportamento

Irritabilidade, apatia, desconfiança, ansiedade ou retraimento sem motivo claro.

Dificuldade para tomar decisões

Ter mais dificuldade para organizar tarefas, resolver problemas ou lidar com dinheiro.

Afastamento social

Perder interesse por encontros, hobbies, compromissos ou atividades antes prazerosas.

Perda de autonomia

Precisar de ajuda em situações que antes eram realizadas com independência.

Sinal de alerta não é diagnóstico

Essas mudanças não significam, necessariamente, demência. Mas indicam que é importante buscar avaliação profissional.

Fonte: Alzheimer’s Association.

Rompendo o estigma das demências

As consequências do estigma são muitas vezes tão ruins ou piores do que os impactos da própria demência.

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MITO: Demência é natural do envelhecimento

A demência não é natural do envelhecimento. Esse mito pode impedir que indivíduos busquem ajuda ao notar sinais de alerta.

MITO: Pessoas com demência são incapazes

Pessoas que vivem demência em estágio inicial ou moderado podem e devem falar por si próprias, manifestar suas necessidades e desejos e participar dos processos decisórios sobre seus tratamentos. É essencial ouvir suas vozes.

MITO: Mal de Alzheimer

Alzheimer não é um mal, é uma doença como outras. Substitua termos como “mal de Alzheimer” e “portadores da doença de Alzheimer” por “pessoas que vivem com Alzheimer”.

MITO: A pessoa com demência não precisa saber do diagnóstico

A pessoa com demência deve ser informada sobre seu diagnóstico, de forma contínua e cuidadosa, para que possa controlar os sintomas, preservar a autonomia e aderir ao tratamento.

MITO: Pessoas com demência são teimosas e rebeldes

Elas não são teimosas ou rebeldes, estão apenas tentando manter a sua autonomia..

Baixe os cards
e publique em suas redes sociais.

Participe da nossa campanha de conscientização e ajude a espalhar a mensagem! Disponibilizamos uma série de cards informativos e inspiradores prontos para download. Eles abordam temas importantes que precisam ser divulgados. Faça o download dos cards, compartilhe em suas redes sociais e junte-se a nós na luta por uma causa maior. Sua voz faz a diferença!

Sala de imprensa

Aqui você encontra todos os releases para download, com informações detalhadas sobre eventos, atividades e ações realizadas pela Federação das Associações Brasileiras de Alzheimer (Febraz) e suas parceiras federadas.

Campanha Setembro Lilás convida o Brasil a se informar sobre Alzheimer

A iniciativa reforça que o acesso à informação pode transformar realidades e ajudar a reduzir estigmas. Estudo recente indica que quase 60% dos casos de demência no Brasil poderiam ser potencialmente adiados ou evitados com o controle de fatores de risco conhecidos relacionados à saúde, estilo de vida e escolaridade. Liderada pela Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz) em parceria com a Alzheimer’s Disease International (ADI), a campanha programou eventos em várias cidades ao longo do mês. Em breve vai divulgar o Relatório Mundial de Alzheimer que neste ano destaca as terapias não farmacológicas.

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Setembro Lilás 2025 transforma o Aterro do Flamengo com mobilização pela conscientização sobre Alzheimer

A campanha terá programação especial no Rio de Janeiro, com destaque para o evento gratuito no dia 21/09 (domingo), no Aterro do Flamengo, das 9h às 14h. A ação inclui rodas de conversa com especialistas, verificação de saúde, atividades culturais e distribuição de material informativo. Também fazem parte da agenda o cine-debate com o filme Kasa Branca, no Centro Cultural da Justiça Federal (16/09), e o I Encontro CDA–APAZ–SBGG-RJ, no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (19/09). À noite, o Cristo Redentor será iluminado em lilás, em apoio à causa.

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Setembro Lilás começa com cinema lotado para ver filme sobre Alzheimer em Londrinar “Meu Superman”, curta-metragem do diretor Alexandre Estevanato, abriu a programação da campanha Setembro Lilás em Londrina com sessão lotada e grande interesse do público. O filme, que retrata a relação entre pai e filho diante do Alzheimer, foi o ponto de partida para uma roda de conversa entre especialistas e familiares cuidadores, estudantes e outros interessados no tema. Ao longo de setembro, a campanha oferece várias oportunidades para que a comunidade possa conversar tirar dúvidas e ampliar sua compreensão sobre o Alzheimer. Estão previstas palestras com médicos convidados, rodas de conversa, além de atividades culturais e de lazer, promovendo interação e inclusão. Clique para baixar
Curitiba recebe evento gratuito do Setembro Lilás com arte, música e informação sobre Alzheimer No dia 20 de setembro, o Shopping Crystal (Rua Comendador Araújo, 731 – Batel) abre as portas para uma tarde de atividades culturais e educativas da campanha Setembro Lilás 2025 – Pergunte sobre Alzheimer. A programação gratuita inclui apresentação da Banda da Polícia Militar do Paraná, roda de conversa com especialistas, intervenções narrativas do projeto AtivaMente – Micro Histórias e uma aula de Disco Dance, além de oportunidade de orientação e acolhimento para familiares cuidadores.

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Relatório global defende a reabilitação como parte essencial do cuidado em demências Divulgado pela Alzheimer’s Disease International (ADI) no âmbito da campanha Setembro Lilás, o Relatório Mundial de Alzheimer 2025 defende que a reabilitação seja incorporada como parte fundamental do cuidado após o diagnóstico de demência. O documento, que teve colaboração da Febraz e de outras entidades internacionais, reúne evidências sobre os impactos positivos das terapias não farmacológicas na promoção de autonomia, participação social e qualidade de vida para quem vive com demência. Entre os programas de destaque apresentados no relatório está a iniciativa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um programa de extensão universitária do Hospital das Clínicas que, há oito anos, oferece acesso gratuito a terapias colaborativas e de baixo custo. A Febraz, que representa as associações de Alzheimer do Brasil, também destaca o trabalho do Instituto Não Me Esqueças, em Londrina (PR), que atende 130 famílias com oficinas de estimulação psicossocial e ações de apoio à convivência.

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Quem faz o Setembro Lilás!

A campanha é liderada pela Febraz, que integra e fortalece associações de Alzheimer, promovendo conscientização e articulando por políticas públicas. Nossa visão é de um país inclusivo, livre de estigmas. A Febraz é membro atuante da Alzheimer’s Disease International (ADI), que congrega mais de 100 organizações ao redor do mundo, e da Alzheimer Iberoamérica, que reúne outros 20 países da América Latina, além da Espanha.

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