Setembro Lilás 2026
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Setembro Lilás – Mês Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer

Alzheimer: o diagnóstico importa

Quanto mais cedo você souber, mais poderá fazer.

O diagnóstico da doença de Alzheimer precisa chegar mais cedo, porque saber o que está acontecendo pode abrir caminhos para tratamento, cuidado, planejamento e qualidade de vida.

Ainda hoje, muitas pessoas deixam de buscar ajuda por medo ou por acreditarem que mudanças de memória e outras capacidades cognitivas fazem parte do envelhecimento normal.

Não fazem.

Quando os sinais são ignorados, o diagnóstico atrasa e adia também o acesso à orientação, ao tratamento, à reabilitação, ao apoio à família, ao planejamento do futuro e o acesso a direitos.

O diagnóstico não elimina todos os desafios. Mas permite agir mais cedo, tomar decisões, organizar o cuidado e buscar caminhos para viver melhor por mais tempo.

Diagnóstico não é o fim.

É o ponto de partida para o cuidado adequado e digno.

Não é envelhecimento normal

Perda de memória e outras mudanças cognitivas não devem ser tratadas como parte natural da idade.

Medo não pode atrasar cuidado

Evitar o diagnóstico pode adiar orientação, apoio, tratamento e planejamento.

A ciência está avançando

Novas terapias, exames e pesquisas reforçam a importância de identificar a doença nos estágios iniciais.

Saber no início, muda o caminho

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de cuidado e qualidade de vida.

Diagnóstico abre possibilidades

Tratamento, reabilitação, apoio psicossocial. Tudo começa pelo reconhecimento da condição.

Alzheimer e grupos em maior risco

A Doença de Alzheimer não afeta todos os grupos populacionais da mesma maneira. Pesquisas apontam que mulheres, pessoas negras e a população LGBTQIA+ apresentam riscos específicos, influenciados por fatores biológicos, sociais e pelas barreiras no acesso a cuidados de saúde. No caso das mulheres, há dados consistentes sobre maior prevalência e gravidade da doença, mas ainda falta integrar essa realidade às políticas e práticas de saúde. Além disso, o cuidado, desempenhado majoritariamente por mulheres, segue invisibilizado e imposto como obrigação. Já nas populações negra e LGBTQIA+, os estudos são escassos, mas as informações disponíveis já revelam desigualdades importantes.

Mulheres

  • Dois terços das pessoas diagnosticadas com Alzheimer são mulheres.
  • Aos 65 anos, o risco estimado é de 1 em cada 5 mulheres, contra 1 em cada 10 homens.
  • Além da maior expectativa de vida, fatores hormonais, como a redução dos níveis de estrogênio após a menopausa, podem contribuir para a suscetibilidade.
  • Em estágios avançados, as mulheres tendem a apresentar sintomas clínicos mais graves do que os homens.
  • A depressão, que duplica o risco de demência, é duas vezes mais frequente em mulheres.
  • A inatividade física, outro fator de risco, também atinge mais mulheres do que homens.
  • Entre 80% e 90% dos cuidadores de pessoas que vivem com Alzheimer são mulheres, que enfrentam sobrecarga física, emocional e cognitiva.

População LGBTQIA+

  • Estudos específicos ainda são recentes e limitados, mas apontam experiências comuns nesse grupo que podem aumentar o risco de demência.
  • Idosos LGBTQIA+ relatam mais problemas de memória e raciocínio.
  • Apresentam taxas mais altas de fatores de risco cardiovascular, uso de álcool e tabaco e obesidade, em comparação à população não LGBTQIA+.
  • Entre pessoas trans idosas nos EUA, a prevalência de demência varia de 18% a 21%, contra 12% a 13% entre pessoas cisgênero.
  • Barreiras no atendimento, como atitudes discriminatórias em ambientes de saúde, contribuem para o diagnóstico tardio e o menor acesso a cuidados preventivos.

População negra

  • Nos Estados Unidos, 19% dos adultos negros com 65 anos ou mais têm Alzheimer, contra 10% dos adultos brancos mais velhos.
  • O risco é cerca de duas vezes maior, segundo levantamentos populacionais.
  • Fatores genéticos não explicam essa diferença; ela está ligada a desigualdades sociais, experiências de vida e condições de saúde mais prevalentes na população negra, como doenças cardiovasculares e diabetes.
  • Apesar da vulnerabilidade, pessoas negras continuam sub-representadas em pesquisas científicas sobre Alzheimer, o que limita a precisão de diagnósticos e tratamentos.

Referências

  1. Universidade de São Paulo. Diferenças de gênero na Doença de Alzheimer: prevalência, progressão e fatores associados. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-22092022-170233/en.php
  2. Periódico REASE. Diferenças epidemiológicas e sociais entre homens e mulheres com Doença de Alzheimer. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/11034/4774
  3. Marques et al. (2022); Dias et al. (2023). Impactos do cuidado informal na saúde e qualidade de vida de mulheres cuidadoras. Research, Society and Development, 11(8), e48805138296. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/48805/38296
  4. Racial and ethnic representation in Alzheimer’s Disease neuroimaging research in the United States. Alzheimer’s & Dementia, 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10368705/

Alzheimer’s Association. 2024 Alzheimer’s Disease Facts and Figures. Disponível em: https://www.alz.org/alzheimers-dementia/facts-figures

Custos da demência
no Brasil

Em 2019, o custo total da demência no Brasil foi estimado em R$ 87,3 bilhões, sendo 78% desse valor relacionado a custos indiretos, principalmente o cuidado informal realizado por familiares, amigas e amigos. Em 2022, a estimativa subiu para R$ 96,7 bilhões. Com base nas projeções de envelhecimento da população, os valores devem continuar crescendo:

2030

R$ 126,8 bilhões

2040

R$ 163,7 bilhões

2050

R$ 199,4 bilhões

O custo médio mensal por pessoa com demência varia conforme o estágio da condição:

Estágio inicial: R$ 2.082,30
Estágio moderado: R$ 3.255,00
Estágio avançado: R$ 3.893,10

A maior parte dos cuidadores no Brasil atua de forma informal e sem remuneração. Segundo o ReNaDe, 83,6% dos cuidadores são informais, e 86% são mulheres, que dedicam, em média, 10 horas e 12 minutos por dia aos cuidados.

Referência:
ReNaDe – Relatório Nacional sobre as Demências (Brasil, 2023)

Setembro Lilás 2026

Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros

A doença de Alzheimer fica atrás apenas do câncer entre as doenças mais temidas no país.

65% dos profissionais de saúde também têm essa percepção

Mesmo entre profissionais de saúde, essa visão equivocada ainda é frequente. Isso ajuda a explicar por que muitos diagnósticos chegam tarde.

2,7 milhões de brasileiros vivem com demência

No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com demência.

O número pode passar de 5 milhões até 2050

Com o envelhecimento da população, a quantidade de pessoas que vivem com demência no Brasil pode mais do que dobrar nas próximas décadas.

Cerca de 80% dos casos não têm diagnóstico formal

A maior parte das pessoas que vivem com demência no Brasil ainda não recebeu um diagnóstico formal.

Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros

A doença de Alzheimer fica atrás apenas do câncer entre as doenças mais temidas no país.

Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros

A doença de Alzheimer fica atrás apenas do câncer entre as doenças mais temidas no país.

Fontes: Relatório Mundial de Alzheimer 2024, Alzheimer’s Disease International; Relatório Nacional sobre a Demência, Ministério da Saúde, 2024; levantamento Datafolha sobre Alzheimer no Brasil 2026.

Reduzir riscos também importa

Nem tudo depende de escolha individual

Parte do risco de demência está ligada a fatores sociais, ambientais e de acesso à saúde. Por isso, reduzir riscos também exige políticas públicas.

Pressão alta, diabetes e colesterol

Controlar hipertensão, diabetes e colesterol LDL alto ajuda a proteger a saúde cardiovascular e cerebral.

Movimento protege o cérebro

A prática regular de atividade física contribui para a saúde do corpo, do humor, do sono e do cérebro.

Tabaco e álcool em excesso aumentam riscos

Parar de fumar e evitar o consumo abusivo de álcool são medidas importantes para a saúde cerebral.

Audição, visão e saúde mental precisam de cuidado

Perda auditiva não tratada, perda visual não tratada e depressão estão entre os fatores associados ao maior risco de demência.

Vínculos sociais também são proteção

Isolamento social e baixa participação em atividades de convivência podem aumentar vulnerabilidades ao longo da vida.

Educação faz diferença

O acesso à educação e ao aprendizado ao longo da vida fortalece a reserva cognitiva.

Nunca é cedo demais, nem tarde demais

Cuidar da saúde do cérebro importa em todas as fases da vida.

Sinais de alerta

Esquecimentos que atrapalham a rotina

Esquecer informações recentes, compromissos ou conversas de forma frequente.

Repetição de perguntas

Fazer a mesma pergunta várias vezes, mesmo depois de receber a resposta.

Dificuldade em tarefas conhecidas

Ter problemas para cozinhar, pagar contas, usar aparelhos ou realizar atividades habituais.

Confusão com tempo ou lugar

Perder-se em locais conhecidos ou se confundir com datas, horários e trajetos.

Dificuldade para encontrar palavras

Esquecer nomes de objetos, interromper frases ou ter dificuldade para acompanhar conversas.

Mudanças de humor ou comportamento

Irritabilidade, apatia, desconfiança, ansiedade ou retraimento sem motivo claro.

Dificuldade para tomar decisões

Ter mais dificuldade para organizar tarefas, resolver problemas ou lidar com dinheiro.

Afastamento social

Perder interesse por encontros, hobbies, compromissos ou atividades antes prazerosas.

Perda de autonomia

Precisar de ajuda em situações que antes eram realizadas com independência.

Sinal de alerta não é diagnóstico

Essas mudanças não significam, necessariamente, demência. Mas indicam que é importante buscar avaliação profissional.

Fonte: Alzheimer’s Association.

Rompendo o estigma das demências

As consequências do estigma são muitas vezes tão ruins ou piores do que os impactos da própria demência.

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MITO: Demência é natural do envelhecimento

A demência não é natural do envelhecimento. Esse mito pode impedir que indivíduos busquem ajuda ao notar sinais de alerta.

MITO: Pessoas com demência são incapazes

Pessoas que vivem demência em estágio inicial ou moderado podem e devem falar por si próprias, manifestar suas necessidades e desejos e participar dos processos decisórios sobre seus tratamentos. É essencial ouvir suas vozes.

MITO: Mal de Alzheimer

Alzheimer não é um mal, é uma doença como outras. Substitua termos como “mal de Alzheimer” e “portadores da doença de Alzheimer” por “pessoas que vivem com Alzheimer”.

MITO: A pessoa com demência não precisa saber do diagnóstico

A pessoa com demência deve ser informada sobre seu diagnóstico, de forma contínua e cuidadosa, para que possa controlar os sintomas, preservar a autonomia e aderir ao tratamento.

MITO: Pessoas com demência são teimosas e rebeldes

Elas não são teimosas ou rebeldes, estão apenas tentando manter a sua autonomia.

Como participar da Campanha Setembro Lilás

Vista lilás durante o mês de setembro

Use roupas, laços, broches ou outros acessórios na cor lilás para demonstrar apoio às pessoas que vivem com demência e aos seus familiares. A cor é reconhecida internacionalmente como símbolo do movimento de conscientização sobre Alzheimer e outras demências.

Compartilhe informações nas redes sociais

Compartilhe informações nas redes sociais Baixe nossos materiais e publique. Compartilhe também conteúdos educativos, vídeos, depoimentos e dados sobre demência. Utilize as hashtags oficiais da campanha e incentive outras pessoas a fazer o mesmo.

#DiagnósticoEmDemênciaImporta #DementiaDiagnosisMatters #DiagnósticoDeAlzheimerImporta #DiagnósticoOportunoImporta #SetembroLilás

Conte sua história

Se você é familiar, cuidador ou cuidadora, profissional ou convive com alguém com demência, compartilhe sua experiência. Histórias reais ajudam a reduzir preconceitos e a aproximar as pessoas do tema.

Participe de eventos presenciais ou online

Caminhadas, lives, palestras, rodas de conversa, grupos de apoio e atividades culturais são excelentes oportunidades para ampliar o conhecimento e fortalecer a rede de apoio. Acompanhe aqui a programação nacional.

Aprenda e ajude outras pessoas a aprender

Reserve um tempo para conhecer os sinais da demência, os direitos das pessoas diagnosticadas e as formas de apoio disponíveis. Acesse o Guia de Linguagem Inclusiva. Depois, compartilhe esse conhecimento com amigos, familiares e colegas. A educação é uma das ferramentas mais importantes para combater o estigma.

Faça perguntas e incentive o diálogo

Conversar abertamente sobre o tema ajuda a normalizar o assunto e a reduzir o medo e os preconceitos associados ao diagnóstico.

Mobilize sua escola, empresa ou organização

Promova uma ação interna, ilumine um prédio na cor lilás, distribua materiais informativos, realize uma palestra ou proponha um "Dia do Lilás". Pequenas iniciativas podem alcançar muitas pessoas.

Apoie associações e iniciativas da causa

Você pode participar como voluntário, divulgar projetos, apoiar campanhas ou contribuir para que mais famílias tenham acesso à informação e suporte.

Combata mitos sobre demência

Sempre que encontrar informações equivocadas, ajude a esclarecer que a demência não faz parte do envelhecimento normal e que diagnóstico, cuidado, reabilitação e apoio podem melhorar significativamente a qualidade de vida. Acesse o Guia de Linguagem Inclusiva.

Reúna sua comunidade e faça uma ação especial

Organize uma roda de conversa, promova uma caminhada ou simplesmente converse com alguém sobre a importância da saúde cognitiva. Você pode se unir a outras pessoas do seu entorno e promover ações que revertam recursos para a associação ou coletivo que atua com a causa.

Baixe os cards
e publique em suas redes sociais.

Participe da nossa campanha de conscientização e ajude a espalhar a mensagem! Disponibilizamos uma série de cards informativos e inspiradores prontos para download. Eles abordam temas importantes que precisam ser divulgados. Faça o download dos cards, compartilhe em suas redes sociais e junte-se a nós na luta por uma causa maior. Sua voz faz a diferença!

Contato para a imprensa

Este espaço é destinado a jornalistas, veículos de comunicação e profissionais interessados em informações, entrevistas, releases e conteúdos institucionais. Preencha os dados abaixo para entrar em contato com nossa equipe de comunicação.

    Quem faz o Setembro Lilás!

    A campanha é liderada pela Febraz, que integra e fortalece associações de Alzheimer, promovendo conscientização e articulando por políticas públicas. Nossa visão é de um país inclusivo, livre de estigmas. A Febraz é membro atuante da Alzheimer’s Disease International (ADI), que congrega mais de 100 organizações ao redor do mundo, e da Alzheimer Iberoamérica, que reúne outros 20 países da América Latina, além da Espanha.

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